É nesta terça! Gincana IDB 2016

Vai começar a festa! Gincana IDB 2016

“Tudo começou com o gesto de olhar fotografias das gincanas anteriores e deste olhar nasceu o jogo de colecionar imagens. Mas, as imagens insubmissas brincavam com o olhar, e da coleção que ia sendo formada pulavam a alegria, a expectativa, o sonho, a ansiedade, a dor. Imagens de meninos e meninas, homens e mulheres, crianças, que nos fizeram cantar baixinho: ‘viver e não ter a vergonha de ser feliz’. Sim, porque olhar é um ato de intencionalidade, é mais do que ver: olhar é produzir significados”. Com essa fala, a professora Socorro Rangel iniciou a leitura do texto que levaria, na tarde ensolarada do dia 22 de junho, todos ouvirem o tema da XXXIII Gincana do IDB.

O tema “IDB, A alegria de aprender brincando de corpo, cabeça e coração” foi escolhido para representar o evento mais esperado do Instituto Dom Barreto, neste ano. Segundo a professora Socorro Rangel, a ideia nasceu do “desejo de fazer a festa, porque brincar é criar possibilidades e referências; é planejar e executar; brincar é conectar corpo e alma; é conviver, compartilhar, se deslocar para encontrar o ‘outro’ fora e dentro de nós mesmos; brincar é criar regras e enfrentar desafios; é dançar, cantar, cantar dançando; brincar é se apropriar da palavra e do silêncio; é incorporar, criar e reinventar ritmos e sons; brincar é estar cheio e vazio; é subverter o tempo, é ser grande e pequeno, é ser feio e bonito, é ser bom e mal, é ser ideia e matéria, brincar é ser único e múltiplo, é ser o ontem e o devir… Brincar é ser local, regional, nacional, é ser global”.

Com um tema tão envolvente e lúdico, as Equipes Kairós e Uh Boom Tum não poderiam ter achado uma proposta melhor. Para Luiz Lopes, antigo aluno e representante da Equipe Kairós, o tema foi uma surpresa e, de cara, bastante diferente dos anos anteriores. “Percebemos que a Gincana, em si, é o lugar em que mais aprendemos no IDB. É a nossa brincadeira, é a brincadeira da Escola, e acredito que foi esse o desejo da Comissão. Queriam mostrar que o lúdico do IDB está concentrado na Gincana e que temos que aproveitar ao máximo. Então, neste ano, estamos nos divertindo muito, além dos demais. Todas as provas são bem dinâmicas. Por exemplo, teve uma Virada Cultural, onde passamos o domingo aqui na Escola brincando, algo que jamais havia acontecido. Gente de todas as idades se divertindo e interagindo e isso é incrível”, explicou Luiz.

Ainda segundo Luiz, as experiências na Gincana sempre são novas, mas esse ano elas “estão quebrando barreiras e a Equipe está focada, se preparando bastante e dando o máximo para conseguir o tri e fazer história”, comentou.

Para Lya Rachel Brandão, mãe de alunos e representante da Equipe Uh Boom Tum, a escolha do tema foi muito interessante e importante porque facilitou a interação da família de uma forma mais divertida. “Tanto nós aprendemos a brincar as novas brincadeiras com os filhos, que possuem brincadeiras novas e diferentes, e relembramos as nossas, como eles conhecem melhor a nossa época de infância e percebam como o nosso tempo foi divertido. Então, muitas brincadeiras eles não conheciam, como: boca de forno, peteca, brincadeiras de correr, as quais hoje não são mais tão usadas como antigamente. E também a gente pôde se inserir no mundo deles de brincadeiras virtuais. Como algumas provas exigem a participação dos avós, foi interessante vermos essa forma de integrar toda a família”, explicou a mãe.

Brincar tem um viés que vai muito além da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e conhecer novas cores, formatos e texturas. O brincar tem três grandes objetivos: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. As brincadeiras estimulam os sentidos, e através delas, as crianças exploram e descobrem cores, texturas, sons, cheiros e gostos.

Nosso saudoso e grande mestre, professor Marcílio Rangel, é um exemplo de pessoa que levava consigo as lembranças da infância e dos momentos em que pôde aproveitar bem as brincadeiras, pois carregava no bolso uma foto sua quando criança para não se esquecer do menino que tinha sido. Professor Marcílio fez dos livros os seus brinquedos prediletos, até o último dia. Esta condição, no entanto, nunca impediu sua participação nas brincadeiras com irmãos e primos. Assim, devemos nos envolver e deixar levar.

As brincadeiras e o brincar só têm a nos mostrar como a vida pode ser vivida, independente das idades, de forma leve e cheia de diversão, emoção e amor.

Paz e Bem!