Trabalhar para ajudarmos o próximo e a nós mesmos! Dia 28 de Agosto, dia do Voluntariado

20150828044747O trabalho voluntário é cada vez mais uma via de mão dupla, não só de generosidade e doação, mas também de abertura a novas experiências. No Brasil, o Dia Nacional do Voluntariado foi instituído pela Lei nº 7.352, de 28 de agosto de 1985, pelo então Presidente da República, José Sarney e busca reconhecer e destacar o trabalho das pessoas que doam tempo, trabalho e talento, de maneira voluntária, para causas de interesse social e para o bem da comunidade. A partir daí, o dia 28 de agosto é celebrado anualmente em todo país.

O voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário em que toda a atividade desempenhada reverte a favor do serviço e do trabalho. É feito sem recebimento de qualquer remuneração ou lucro. É uma profissão de prestígio social, visto que o voluntário ajuda quem precisa, contribuindo para um mundo mais justo e mais solidário.

Hoje, o ato de ajudar e compartilhar solidariedade, amor, carinho e atenção está ganhando mais adeptos. Até mesmo na área corporativa, as empresas também estão incentivando e acreditando na solidariedade como ferramenta de transformação. Incentivando valores como a união e integração. Imaginem o quanto isso é importante para uma empresa poder colaborar com a sua comunidade. Investir em iniciativas relacionadas a trabalho voluntario ajuda a comunidade, forma novos profissionais e cria propósitos nobres.

O trabalho voluntário pode ser uma oportunidade de aprendizado incrível. Uma chance de criar novos vínculos de pertencimento e afirmação do sentido comunitário. Tudo isso faz dessa prática uma ótima experiência, o prazer de se sentir útil contribuindo com a sua comunidade com certeza pode mudar o relacionamento dentro da empresa. As pessoas ficam mais próximas por uma causa na qual acreditam e pela qual estão dispostas a contribuir.

Voluntários da Solidariedade

No IDB, três funcionárias desenvolvem, há doze anos, um belíssimo projeto chamado “Voluntários da Solidariedade”. Maria Elsa, Maria Ivoneide e Elizabete Ferreira, que trabalham no setor de Reprografia da escola, iniciaram uma linda e emocionante história, na busca de ver no rosto das crianças e das famílias carentes do bairro Satélite, o sorriso verdadeiro de alegria e satisfação. Com a ideia de proporcionar um Dia das Crianças as crianças das suas famílias e dos amigos mais próximo do bairro, Elsa, Inoveide e Elizabete pensaram, se planejaram e organizaram um dia 12 de outubro pra lá de inesquecível na vida destes pequenos.

As voluntárias conseguiram doações de brinquedos, livros e revistinhas. Mas não foi apenas isso. Elas prepararam kits com os materiais doados para entregar no dia da festa e fizeram um lanche com as guloseimas que as crianças mais gostam. Além do lanche, os pequenos receberam um almoço e ainda tiveram com direito a banho de mangueira. E assim foi o início dessa história. “Nós vimos a necessidade a partir das nossas crianças. Então, como os nossos não tinham oportunidade de ir para um momento desses, uma festinha, não tinha algo que lembrasse esse dia realmente, nós vimos que as outras crianças também não tinham. Portanto, resolvemos dar continuidade a esse trabalho”, afirmou Elsa.

No ano seguinte, a ação foi realizada novamente. Mas, dessa vez, na creche onde os filhos estudavam e, desde então, não parou mais. Hoje, a Festa da Criança é realizada na quadra da Escola Popular Madre Maria Villac e abraça não só as crianças do bairro Satélite, mas também dos bairros vizinhos. “Ultimamente temos abrangido não só as crianças do Satélite, mas os bairros ao redor também e as vilas. Primeiro começamos fazendo ali perto, na comunidade com as pessoas que conhecíamos. Aí depois fomos crescendo e passamos a mandar o comunicado as creches. Marcamos um dia, hora, local e fazemos o encontro, que é a manhã toda, com entrega de brinquedo, roupas e lanche”, explicou Ivoneide.

Elsa, Ivoneide e Elizabete estão à frente do projeto desde o início, mas além das três, mais vinte pessoas participam das ações que são realizadas. “Na comunidade, temos outras pessoas que também nos ajudam com as campanhas. Em média, vinte participantes colaboram nas atividades. Porque anualmente há mudanças. Alguns saem, outros entram e tem aqueles que permanecem conosco desde quando iniciou”, comentou Elsa.

Os assistidos pelo “Voluntários da Solidariedade” são principalmente crianças carentes da comunidade do Bairro Satélite e famílias especiais, que são famílias em que os membros são desempregados, doentes ou possuem mais necessidade que as demais famílias participantes. “Pela comunidade, a gente vê que têm muitas pessoas carentes. Mas dentro dos carentes, a gente vai atrás desse grupo que está em uma situação de mais necessidade”, explicou Ivoneide.

O outro grande momento organizado pelo grupo “Voluntários da Solidariedade” é o do Natal. No entanto, a grandiosidade da festa depende da quantidade de doações que o grupo recebe. “Se recebermos quinze cestas, vamos chamar quinze famílias. Distribuímos convite para quinze famílias”, justifica Ivoneide. As voluntárias aproveitam algumas roupas que recebem das doações para realizar bazar com valores simbólicos, com peças a R$ 2,00, por exemplo, porque “às vezes recebemos poucas doações. Então precisamos arrecadar um valor para podermos comprar mais cestas no natal, já que nessa época, a procura é grande e não podemos dizer não. E não temos como limitar”, completa.

As voluntárias afirmam que o sentimento de dever cumprido e satisfação ao ver crianças e famílias felizes com as doações, são os sentimentos que sentem ao finalizar as ações.  No entanto, a preocupação vai além apenas do ato de ajudar o próximo. Elsa explica que o grupo busca reaproveitar materiais que, muitas vezes, são desperdiçados e jogados no lixo, aumentando o número de resíduos jogados em nosso planeta. “O nosso objetivo ao pedir na campanha do brinquedo, não é necessariamente um brinquedo novo. Quando uma criança tem em casa um brinquedo, não usa mais e está em boas condições, outras crianças podem usar. Procuramos reaproveitar aquilo que não está mais sendo útil no lugar, para que outras pessoas possam usufruir daquilo e a quantidade de lixo seja menor na natureza”.

Conhecer histórias como esta transforma nosso dia e nos ensina a buscar além da nossa satisfação pessoal, a felicidade do nosso semelhante. Nos orgulhamos de ter colaboradores de paz em nosso meio. Que Maria Elsa, Inoveide e Elizabete sirvam de inspiração para nossa comunidade dombarretana. “Não há necessidade de se ter muito dinheiro ou uma conta bancária para fazer um trabalho voluntário. Desde que a pessoa tenha boa vontade e queira doar um pouco de seu tempo em prol de uma pessoa necessitada. Nós não temos condições financeiras, então nos unimos, colocamos nosso tempo a disposição e buscamos fazer campanha. Vai pedindo um pouquinho aqui, outro pouquinho ali e aí se torna esse trabalho bonito como tem sido até hoje, durante esses doze anos”, finaliza Maria Elsa.

Parabenizamos essas três guerreiras e voluntárias, que nos enchem de orgulho.

Paz e Bem!