Dia Nacional de Combate ao Bullying

20150407050136 (1)Hoje, 07 de abril, é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data foi escolhida, por meio do Projeto de Lei 3015/11 do deputado Artur Bruno (PT-CE), devido o massacre que ocorreu nesta mesma data, em 2011, quando Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, da cidade do Rio de Janeiro, e disparou contra os estudantes. O ataque terminou com a morte de 12 alunos com idades entre 13 e 16 anos.
A criação desta data, segundo o autor do projeto, tem como propósito alertar as escolas sobre a importância de combater e de saber lidar com os casos de violência que surgirem.
Considera-se bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, causando dano emocional e/ou físico à vítima, em uma relação em desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O aluno é considerado alvo de bullying quando é exposto, por muito tempo e de forma repetida, às ações negativas praticadas por um ou mais alunos. De modo que, situações negativas acontecem quando alguém, de forma intencional e repetida, causa dano, fere ou incomoda outra pessoa.
A melhor maneira de identificar o bullying é observar quando um apelido ou uma brincadeira se torna demasiadamente repetitiva e constrangedora, perceber se a vítima se afasta do convívio com os demais ou das atividades coletivas. Também cabe aos professores atentar naqueles autores de brincadeiras desagradáveis, ou até mesmo que tenham comportamentos com tendências violentas.
O Instituto Dom Barreto possui uma Equipe de Psicólogos preparados para intervir no enfrentamento e prevenção do bullying, adotando medidas específicas em cada realidade onde acontece e tomando o fenômeno como algo que engloba os aspectos sociais, familiares, escolares e individuais.
As psicólogas do IDB, Carla Nayad e Jéssica Costa, explicam que mesmo sendo casos de estudos e observações, o bullying ainda é banalizado. “Apesar da repercussão, acontece ainda uma banalização a respeito do bullying. Talvez por falta de informação que seja mais coerente com a realidade. A importância de ter um dia nacional sobre o bullying é uma justifica a mais para todas as pessoas envolvidas. E no meio escolar, os alunos ainda estão formando as relações sociais, estão testando os limites deles. E, às vezes, o que pode parecer brincadeira para um acaba se tornando uma violência para outros. Os agressores, as vítimas e as famílias fazem parte do processo de trabalho para combater o bullying, pois caso não seja feita dessa forma, o ciclo continua”, comentou Jéssica.
Carla Nayad afirma que em alguns casos são os amigos, os professores e os profissionais da área do apoio escolar que buscam ajuda da Equipe de Psicologia para tentar banir e solucionar casos. “Em alguma ocasião, é o amigo que busca o serviço de psicologia ou os próprios professores, que possuem uma observação direta dos fenômenos dentro do ambiente de sala de aula, que nós, psicólogos, não estamos diretamente inseridos. Então, os professores observam, encaminham para nós psicólogos ou conversam com um apoio pedagógico, que nos repassam o caso. Depois desse repasse, nós buscamos uma aproximação com os meninos. Quando são os alunos que nos buscam direto, fazemos um acolhimento, ou à vítima, ou uma sensibilização daquele que seria o agressor”,  disse Nayad.
Portanto, é preciso estar sempre atento a qualquer mudança no comportamento das crianças e jovens, mesmo que pareça insignificante, para que toda a comunidade possa combater o bullying.
Paz e Bem!!