I Feira de Ideias

Repensando Teresina como uma cidade mais humana e sustentável.

 

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Data : 04/09/15


A seguir apresenta-se um texto não finalizado e nem concluído. Sua função é meramente provocativa.

Teresina: uma cidade que já foi verde.

Teresina é uma cidade linda, banhada pelos rios Poti e Parnaíba e, com uma vegetação de beleza ímpar. Com grandes espaços arquitetônicos fantásticos, que estão sendo subutilizados ou mesmo abandonados pelo poder público. O Parque da Cidade, por exemplo, que já foi um espaço ocupado pelas famílias nos finais de semana e pelos praticantes de esporte em espaços ao ar livre, hoje é apenas mais uma área esquecida por todos, servindo de reduto a usuários de drogas. Seu terreno tem passado por um processo erosivo grave e tão extenso que chega a atingir as margens do rio Poti.

Hoje, Teresina é uma cidade sem acessibilidade, trânsito caótico e sem um planejamento urbano. A cidade pensada pelo Conselheiro Saraiva está sufocada por construções mal planejadas e que não respeitam às origens arquitetônicas da Cidade. Falta saneamento básico e um plano gestor que se preocupe com o Código de Postura da Cidade. Aliás, alguém conhece esse código?

Seria de grande utilidade à existência de um planejamento do município; como está, é que não pode continuar; a cidade não pode crescer de maneira sustentável, se a cada 4 anos é “feito” um novo plano de governo. É como se a cada nova administração a cidade mudasse completamente suas características e necessidades. O pior é que as administrações passam o primeiro ano da gestão identificando os problemas; o segundo, replanejando e apenas no terceiro é que há algum tipo de investimento, pois o quarto ano a preocupação se volta exclusivamente às eleições. Até parece que ao mudar o gestor, mudam, também, as prioridades. Isso não é verdade.

Teresina já foi conhecida como a “Cidade Verde” do Brasil. Hoje não é mais digna desse título. Falta um planejamento urbanístico, que considere as necessidades aparentes e aquelas que só se manifestam quando o problema já está em um estágio avançado;é o caso da falta de drenagem das águas das chuvas, que só é percebidas nos dias de chuvas fortes.

Voltando a questão do urbanismo; Teresina não oferece acessibilidade alguma. Nem mesmo os espaços públicos oferecem escadas rolantes, rampas ou qualquer outro tipo de instrumento que facilite o acesso de idosos, crianças ou portadores de necessidades especiais, faltam banheiros públicos e bicicletários na área central da cidade, as calçadas são irregulares e faltam sinalização de trânsito e até mesmo as placas indicativas dos nomes das ruas. As grandes obras tornaram-se verdadeiros elefantes brancos (por exemplo, Centro de Convenções, a ponte Juscelino Kubitschek, cruzamento das BR’s 343 e 316), ou se quer saem do papel, como os cruzamentos da Av. Frei Serafim com a Av. Miguel Rosa e com a Rua Coelho de Resende e o que dizer do centro cultural do BNB? Faltam hotéis e espaços para congressos ou atividades culturais mais expressivas; uma clara demonstração da incompetência dos gestores públicos em atrair investimentos.

A má gestão da coisa pública trás outras consequências que retraem o turismo na cidade; o mercado central (maior centro artesanal do estado) passa por uma reforma sem fim, o Troca-troca está largado às moscas e ninguém sabe da origem dos produtos ali comercializados, o parque Encontro das Águas está em processo de erosão, na Curva São Paulo o que se ver é a marginalidade sem igual. E o que dizer sobre o elevador da Ponte Estaiada e do MIS (Museu da Imagem e do Som) que deveria funcionar no antigo prédio da Câmera Municipal? E a Rua Climatizada?

A seguir citam-se algumas ações que necessitam de um olhar mais humano para melhorar a qualidade de vida na nossa Cidade, tornando-a mais sustentável:

  1. Prédios, públicos ou privados, devem ser construídos com área para estacionamento, jardins, que serviriam como área de drenagem de águas e amenizaria o clima, aproveitamento da luz solar para a iluminação e aquecimento de água, as águas das chuvas podem ser usadas na jardinagem e para lavar calçadas.
  2. Ao reformar as praças, deveríamos manter ou até mesmo aumentar as áreas de jardins, aumentando suas áreas de absorção de água. O que não ocorreu na Praça Rio Branco, por exemplo, que teve seus jardins e chafarizes aterrados.
  3. Todo prédio, público ou privado, deveria ter cisterna, que serviria para armazenar água da chuva para se utilizada para jardinagem e manutenção de um chafariz. Isso contribuiria, consideravelmente, para melhorar consideravelmente o clima e a sensação de bem estar, para outros.
  4. Grandes áreas são desmatadas para a construção de moradias populares. Isso é um absurdo. Essas unidades habitacionais poderiam ser construídos no formato de pequenos edifícios com 4 unidades cada, dessa forma a área desmatada seria, pelo menos, 4 vezes menor. Sobraria mais área verde.

Lugares de Teresina

Mostraremos, aqui, alguns “Lugares” de Teresina que necessitam de um olhar mais atencioso por parte dos gestores públicos. Certamente a lista não acaba aqui. Essa é a nossa visão, mas, certamente existem muitos outros.

Mercado Central: o maior centro de especiarias e artesanato da nossa cidade; faltam conservação, acesso, limpeza, higiene, estacionamento, segurança e sinalização;

Ponte Metálica: um dos mais belos cartões postais da cidade; falta de conservação e exploração turística;

Parques ambientais às margens dos rios, encontro das águas e curva São Paulo: faltam obras de manutenção e segurança;

Estação de trem da Av. Miguel Rosa: uma das mais belas obras arquitetônicas da cidade, que vale a pena ser visitada;

Troca-troca, casarões da Av. maranhão e espaço embaixo da ponte da Amizade: a sugestão é que todo esse conjunto seja transformado em um corredor cultural com teatro, cinemas, galerias de artes, escolas de teatro, de música, de balé, de artes plásticas, café, livrarias, uma biblioteca, lojas de artesanatos, pista para caminhada e ciclismo. Para que tudo isso funcione bem e de forma integrada o transito de veículos motorizados deve ser interrompido;

Praça da Costa e Silva; deve ser reformada e reestruturada de forma que volte a ter a configuração original;

Ponte Estaiada: implementar o funcionamento do elevador panorâmico (a mais de um ano parado) e de uma lanchonete com produtos típicos da cidade, além de feiras culturais permanentes;

Estádios Lindolfo Monteiro e Albertão e Ginasio Verdão: viabilizar, a partir de parcerias com instituições privadas (ppp), as reformas e adequações de nossas maiores praças de eventos esportivos.

Rodoviária de Teresina: a rodoviária de Teresina é uma das mais belas construções de nossa cidade, porém nunca se viu algo tão mal cuidado como ela. Banheiro fechados, escadas rolantes paradas, falta de segurança, sujeira por toda parte. A praça do viajante abandonada. É necessária uma reforma urgente e a implementação do comércio ali instalado. Ampliar e privatizar o estacionamento.

Aeroporto: Teresina necessita de um aeroporto maior e mais confortável, mas enquanto isso não for feito, poderia pelo menos ampliá-lo, aumentando a capacidade de embarque e desembarque e, construir um estacionamento maior e que ofereça maior segurança.

Centro de Convenções: a construção de um centro de convenções com toda adequação e modernidade, é uma necessidade urgente.

CSU’s (Centros Sociais Urbanos): há uma necessidade urgente de ocupar o tempo ocioso de nossos jovens. E os centros sociais urbanos se prestavam muito bem a atender essa necessidade. È preciso que esses CSU’s sejam reestruturados e abertos à juventude.

Complexo Praça Pedro II: incentivar o uso do complexo cultural que envolve a Praça, o Teatro e o Clube dos Economiários, além de anexar a este complexo o antigo Cine Rex.


Os objetivos da Feira de Ideias são:

  1. Despertar o olhar para a realidade de Teresina,
  2. Instigar a curiosidade do aluno sobre o espaço que ocupa,
  3. Identificar problemas arquitetônicos e urbanísticos da cidade,
  4. Propor soluções para uma Teresina acessível, sustentável e ecologicamente correta,
  5. Executar projetos,
  6. Despertar para o empreendedorismo social, e
  7. Gerenciamento de projetos.

Calendário da Feira de Ideias:

  • 26.03.2015 

– Enviar convites aos professores para comporem a comissão organizadora.

– Enviar a proposta da Feira de Ideias aos coordenadores de área, solicitando que os mesmos apresentem propostas complementares.

  • 09.04.2015

– Recebimento de propostas enviadas pelas coordenações.

  • 11-16.05.15

– Divulgação nas salas de aula.

  • 20.05.15 a 13.06.15

– Elaboração dos projetos pelos alunos, que deverão ser orientados pelos professores.

  • 08-20.06.15

– Inscrição dos projetos.

  • 04.09.15

– Apresentação dos projetos na Feira de Ideias.


 

Inscrição

Regras

  1. Os grupos devem ser formados por alunos de uma única sala.
  2. Cada grupo deverá ter no mínimo, 5 e no máximo 10 alunos.
  3. As inscrições só serão aceitas nas datas que constam no calendário da feira.
  4. Após o preenchimento da ficha, esta deve ser impressa e entregue na diretoria da escola ou por e-mail: feiradeideias@dombarreto.g12.br.