Tecnologia, protagonismo e formação humana: como o Instituto Dom Barreto prepara seus alunos para o futuro

Tecnologia, protagonismo e formação humana: como o Instituto Dom Barreto prepara seus alunos para o futuro

No IDB, tecnologia não é apenas ferramenta é também estratégia pedagógica.

Pensamento Computacional desde os anos iniciais

De acordo com o coordenador e professor Henrique Moura, o Pensamento Computacional é a capacidade de analisar problemas, organizar ideias, competência é trabalhada como disciplina curricular do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. As aulas são planejadas de forma progressiva, com atividades lúdicas, práticas e contextualizadas, sempre respeitando a faixa etária dos alunos e alinhadas às competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Computação.

Entre as principais habilidades estimuladas estão a decomposição de problemas, o sequenciamento lógico, o reconhecimento de padrões, o pensamento crítico, além de testes e depuração de soluções. O erro é compreendido como parte do processo de aprendizagem, incentivando a persistência e a melhoria contínua. Projetos em grupo também fortalecem o trabalho em equipe e a colaboração.

Preparação para Olimpíadas Científicas

As disciplinas de Pensamento Computacional e Maker também contribuem diretamente para a preparação dos estudantes para as Olimpíadas Científicas. Segundo o coordenador, essas áreas desenvolvem competências essenciais como resolução de problemas, raciocínio lógico, criatividade e capacidade de aplicar conhecimentos em situações desafiadoras. Ao vivenciar projetos práticos e desafios investigativos, os alunos ganham segurança para enfrentar problemas complexos e inéditos, comuns nesse tipo de competição.  Além do conhecimento acadêmico, desenvolvem autonomia intelectual, resiliência, organização, foco e autoconfiança. Também frisa que o  incentivo à participação acontece por meio de projetos, desafios práticos, divulgação das olimpíadas e acompanhamento pedagógico contínuo. Mais do que o resultado, a escola valoriza o processo de aprendizagem, criando um ambiente de encorajamento, curiosidade e protagonismo.            

                                                                                                      

IDB na Etapa Nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica. Reprodução: Instagram

Cultura Maker: aprender fazendo

A disciplina de Maker é desenvolvida do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, ampliando a trilha formativa iniciada com o Pensamento Computacional. A proposta integra competências técnicas às habilidades socioemocionais, em alinhamento com a BNCC de Computação. A metodologia incentiva o aluno a aprender fazendo, testando, errando e reconstruindo. Os projetos envolvem prototipagem, modelagem, robótica, automação e uso de tecnologias digitais, sempre conectados a situações reais e a desafios sociais, ambientais ou escolares. Na qual nesse ambiente, o estudante assume um papel ativo: planeja, executa, avalia ideias e aprende a tomar decisões. A cultura maker ajuda a fortalecer o senso crítico, a criatividade e a responsabilidade.

 

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Reprodução: Instagram

Robótica na prática: currículo estruturado e experiências reais

Segundo a professora Yasmin Thaunny, as aulas práticas de robótica, tanto no currículo regular quanto no after school, fazem parte de um currículo de letramento tecnológico alinhado à BNCC da Computação e adaptado à realidade dos alunos do IDB.

As vivências são estruturadas para desenvolver criatividade, autonomia, trabalho em equipe e ampliar o repertório tecnológico das crianças. Os estudantes exploram princípios de engenharia, programação e robótica por meio de projetos que envolvem interação com robôs, eletrônica e programação aplicada à resolução de problemas reais.

Durante o ano, os alunos são desafiados a desenvolver projetos conectados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As propostas passam por três etapas principais: planejamento, prototipagem e experimentação. No final do primeiro semestre, os estudantes participam de um Hackathon, momento em que apresentam suas soluções para os desafios propostos. Já no segundo semestre, os projetos são compartilhados com as famílias e a comunidade escolar na Mostra de Robótica.

Mostra de Robótica: protagonismo em evidência

A Mostra de Robótica é considerada um dos momentos mais marcantes da proposta pedagógica, especialmente no after school. Nela, os alunos apresentam seus projetos para familiares e para a comunidade escolar, dando visibilidade ao conhecimento construído ao longo do ano. Esse momento reforça o protagonismo e a autonomia das crianças, que percebem o valor social de suas produções e compreendem o impacto do que desenvolvem.

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Desenvolvimento socioemocional e interdisciplinaridade

As aulas de robótica vão além do aprendizado técnico. Ao trabalhar em grupo, os estudantes exercitam cooperação, escuta ativa, negociação de ideias e comunicação. A necessidade de testar, ajustar e corrigir fortalece a persistência e a resiliência diante de desafios. A autonomia também é estimulada quando os alunos tomam decisões, organizam etapas e assumem responsabilidades nos projetos. A criatividade é constantemente provocada, assim como o pensamento crítico, ao analisar hipóteses, validar resultados e buscar melhorias.

A robótica também funciona como um espaço interdisciplinar. Os alunos aplicam conceitos de Matemática, como medidas, proporções e sequências lógicas; utilizam conhecimentos de Ciências em projetos que envolvem movimento, força ou energia; e desenvolvem habilidades de linguagem ao interpretar instruções, registrar processos e apresentar resultados. Em muitos casos, os projetos dialogam ainda com temas de Geografia e História, conectando teoria e prática.

Tecnologia e humanização que andam juntas

Para o Instituto Dom Barreto, a tecnologia não é um fim em si mesma. Ela é integrada aos projetos pedagógicos com intencionalidade educativa, valorizando ética, empatia, colaboração e responsabilidade social. Ao desenvolver competências que vão além do uso instrumental da tecnologia, a escola forma alunos capazes de compreender como ela funciona, questionar resultados, reconhecer possíveis vieses e utilizar as inteligências artificiais de maneira crítica e consciente.

Assim, inovação e formação humana caminham juntas, preparando estudantes não apenas para acompanhar as transformações do mundo, mas para protagonizá-las com responsabilidade.


 

 

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