Excelência acadêmica com formação humana, bilinguismo, esporte, ciência e projetos que conectam escola e sociedade.
No Ensino Médio, como informam as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais, o foco é a construção, pelo(a) aluno(a), do seu "Projeto de vida". Esse protagonismo, tão necessário quanto legítimo, precisa estar embasado numa formação humanista que considere e problematize os muitos desafios da pós-modernidade, as questões dos jovens e das juventudes e, cada vez com maior urgência, as relações entre o particular e o geral, entre o individual e o coletivo, entre o local e o global.
O desafio de pensar e agir sobre o todo, o outro, além de si e sobre si, utilizando os conhecimentos e as habilidades desenvolvidas até aqui para encarar os desafios de constituir-se um profissional.
Por isso, nosso compromisso é com uma educação que vá além do conhecimento e das formas de atuação tradicionais, aquelas que visam apenas à excelência acadêmica. Sobretudo, trabalhamos para a formação de indivíduos conectados e comprometidos com a sociedade e com o mundo em que vivem e no qual atuarão a partir de suas diferentes especializações.
No que se refere à preparação para a formação profissional, cada trajetória é individualizada a partir das escolhas feitas, de modo que o nosso compromisso é com um ensino robusto que lhes permita não somente serem o que eles quiserem ser, mas que também sejam pessoas comprometidas com a superação dos problemas sociais, com o meio ambiente e com uma convivência social respeitosa e profícua, apesar das diferenças que nos constituem como nação e como planeta.
Nesta última etapa escolar dos seus processos individuais e coletivos de desenvolvimento de suas habilidades e competências acadêmicas e socioemocionais, a ênfase é dada por suas escolhas e pelos itinerários que colocamos à sua disposição, tendo todos eles um lastro comum: a investigação científica, os processos criativos, a mediação e as intervenções sociais que permeiam todo o processo de ensino - aprendizagem.
Além dos itinerários formativos, as disciplinas "eletivas" buscam abordar, sob diferentes pontos de vista e a partir de diferentes saberes acadêmicos, as questões, os desafios e as conquistas da ciência contemporânea, considerando as áreas de interesse dos alunos. A partir da Segunda Série, iniciam-se os aprofundamentos específicos conforme suas áreas de interesse.
Em todo o processo, os alunos são acompanhados por uma equipe interdisciplinar que os orienta nas suas escolhas, nas estratégias de estudo e nos momentos de dúvidas e/ou cansaço.
No Ensino Médio, nossos jovens, já com certificado de proficiência internacional na língua inglesa, são apresentados ao ambiente acadêmico e profissional através de aulas que os capacitam para as mais variadas provas de universidades no Brasil e no exterior.
Todo o nosso currículo é alinhado à BNCC, fundamentado nos pilares da UNESCO e orientado pelos 4 C's da aprendizagem do século XXI: communication, critical thinking, creativity e collaboration.
Como parceiros, contamos com:
EDUEXPLORA: Através dessa parceria, os alunos têm a oportunidade de participar de programas de intercâmbio tanto no Brasil, com tutores norte-americanos, como em universidades renomadas, como Yale, UCLA, Stanford e UC Berkeley.
DAQUI PRA FORA: Instituição que oferece consultoria e orientação para os alunos que pretendem cursar uma universidade fora do Brasil.
ACADEMICA INTERNATIONAL STUDIES: Parceria que oportuniza aos alunos obter a dupla certificação, cursando disciplinas do High School Norte-Americano de forma on-line, enquanto cursam as disciplinas regulares aqui na Escola.
Na inteligência amorosa do professor Marcílio Rangel, a nossa escola/casa precisava conhecer bem as casas da nossa escola: a cidade de Teresina, o estado do Piauí, o país Brasil... a América do sul, o continente, o planeta Terra. "Conhecer para aprender a amar", dizia. E completava, "quem ama, cuida". E cobrava: "Vamos levar os meus pequenos para conhecer a cidade. Quero que eles andem pelas ruas, vejam as pessoas, conheçam os lugares, sintam os cheiros... e no seu aniversário, festejem".
Assim, nasceu a Gincana Cultural "Teresina, Meu Amor", inspirada nos escritores, poetas e demais artistas locais e universais para celebrar as diversas culturas locais e seus diálogos com as diversas culturas do mundo. Porque olhar é mais do que ver, olhar é pensar: olhar é ato de intencionalidade e de significação. Olhar é conhecer, (re)conhecer, distinguir. Olhar é interpretar, propor, intervir. Olhar é aprender a amar. Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) nos lembra: "tudo que em mim sente, está pensando"; assim temos aprendido a amar Teresina, "tontos e zonzos / quase como loucos de encantamento", mas também sentimos o quanto somos "tristeresina": "existirmos, a que será que se destina?"
Celebrar Teresina, pensar Teresina, amar Teresina, escutar Teresina, conhecer Teresina, sonhar Teresina... Esse tema é imenso e pede conhecimento de várias ordens: é preciso não esquecer que a ciência não deve prescindir da inventividade e da arte, matérias-primas de nossa autocriação e da nossa imprescindível vontade de superação como cidadãos teresinenses. Sim, abrir o peito para agasalhar Teresina em suas contradições e em suas fragilidades, em sua beleza. Sim, olhar, reparar, escutar: não deixar se perder a riqueza, tomar os restos, tomar as sobras, embelezar o feio, fazer fortes os corpos fracos. Agasalhar nossa cidade menina na sua beleza, na sua pluralidade, na sua dureza, na sua poesia.
Sim, abrir a porta e sair. Caminhar, correr, jogar, pular, brincar, dançar as vidas finas, cajuínas, porque a pergunta não tem resposta: "existirmos, a que será que se destina?". Sim, abrir a porta e acolher outros jogos, outras artes, outras danças, aprender com o diferente, porque destino é um tanto de escolha, um tanto de experiência, um tanto de saber aproveitar as diferenças.
Sim, dar um xeque-mate nos preconceitos, nas tristezas, nas solidões desta cidade menina e nos permitir compartilhar, inventar, recriar, co-criar a cidade e a escola, a escola e a cidade. Sim, o presente é um presente, como dizem os muros da cidade. Sim, que a disputa possa ser cumplicidade, que o conhecimento não anule a improvisação, que a pesquisa não impeça o ineditismo do lance que define as diferenças no coletivo e/ou nas disputas individuais.
Sim, que a competição não nos deixe esquecer da nossa humanidade e, sobretudo, da humanidade dos nossos outros – aqueles diferentes de nós, aqueles que jogam em contraposição a nós. Sim, que o respeito às diferenças seja nosso guia e a nossa manifestação como indivíduos e como coletivo dombarretano, como teresinenses de nascença ou de coração. Todo ano. Todo dia. Toda vida.
No livro "A vida secreta das árvores", de Peter Wohlleben, aprendemos que as árvores se relacionam e trocam informações entre si através da linguagem química e da parceria com os fungos, tudo de forma subterrânea, nas teias de raízes.
Esse incrível e complexo sistema de comunicação possibilita que cuidem umas das outras, que se conectem e criem redes de apoio, exatamente como acontece nas famílias grandes e pequenas de pessoas. Por exemplo, se uma árvore estiver recebendo menos luz do sol, os fungos conseguem reconhecer essa situação e ajudam a direcionar o excesso de açúcar de uma ou de várias árvores até chegar na(s) mais fragilizada(s). Além disso, uma árvore-mãe é capaz de reconhecer suas filhas e suas netas e as ajuda no seu desenvolvimento e proteção.
Ou seja, as florestas são, na verdade, imensas e complexas famílias de seres vivos que se apoiam e se protegem mutuamente. Essa história linda e poderosa enche de esperança nossos corações dombarretanos, mesmo em meio às preocupações. Sim, as florestas estão em perigo, mas... se você fizer parte da nossa comunidade, poderemos unir nossas energias para ajudar a salvar o nosso Planetinha.
Aqui, nesta escola, gostamos muito das árvores. E também da nossa casa, o planeta Terra — tanto que adotamos o algodoeiro como nosso símbolo. E querem saber por quê? Então se acomodem, porque vem aí uma bela história:
Quando o professor Marcílio Rangel se tornou diretor da Escola dos Anjinhos, todos ficamos muito tristes — especialmente as crianças. Elas sentiam muita falta do amigo que encontravam todos os dias, na porta da escola, pronto para recebê-las com um 'bom-dia' e um beijinho na cabeça. Acreditem: ele sabia o nome e a história de cada aluno. Pois sabia!
Foi então que elas, as crianças, começaram a pegar nas calçadas da escola as folhas que naturalmente caíam dos algodoeiros que cercam a nossa casa. Todos os adultos, com seus olhares míopes, estranharam aquele movimento e perguntaram por que elas estavam fazendo aquilo. Teve até adulto que perguntou horrorizado se as crianças estavam arrancando as folhas das árvores – muitas vezes é preciso ter paciência com os adultos, não é mesmo?
Pois bem, as crianças explicaram que apanhavam as folhas que já haviam caído – sim, os algodoeiros soltam as suas folhas amareladas e elas enchem as calçadas (deve ser alguma necessidade da vida secreta dos algodoeiros, ora bolas) – porque o professor Marcílio Rangel tinha plantado aquelas árvores em todo o entorno da escola para que elas recebessem todas as crianças quando ele fosse ser diretor da escola do Céu. E assim é.
Se você e seus pais ou responsáveis decidirem que esta será também a sua casa, sejam muito bem-vindos a esta escola, feita de pessoas que amam as crianças, até quando elas crescem e vão estudar em outros lugares (seja no Piauí, seja no Japão), porque nesta escola aprendemos com as árvores e com as crianças a ser casa, rede e comunidade.